Introdução
Ao longo do século XX, um profundo debate envolvendo o campesinato dividiu, de um lado, uma diversidade de estudos e autores que defenderam e, em alguns casos, profetizaram o fim do campesinato na sociedade hegemonizada pelo Modo de Produção Capitalista (MPC); de outro, uma corrente de intelectuais que mobilizaram esforços no sentido de compreender os processos que garantiam a continuidade da presença camponesa em meio às contradições do avanço do capitalismo.
Não obstante, à medida que os camponeses e as camponesas resistiam e, assim, continuavam existindo socialmente nas diversas sociedades e contextos políticos, um problema real foi se constituindo, pois essa permanência social contrariava e desautorizava as leituras que disseminavam o seu inexorável desaparecimento...
